terça-feira, outubro 17, 2006

E se pensássemos menos na vida, e vivessemos mais?!!!!

segunda-feira, outubro 16, 2006

A Vida sem TV


Não é assim tão fácil... Saberá do que falo quem desde sempre se habituou a ter a televisão ligada, independentemente do que ela esteja a transmitir. Chateia-me, às vezes chateia-me. Principamente quando jogam os maiores e não posso fazer os eventos do costume sob esse pretexto. Chateia-me não conseguir ver um filme em condições porque a maioria está em 5.1. Chateia-me ainda mais isso aborrecer a M.
Contudo, no reverso da medalha, é fixe não ter dependência. É fixe simplificar as nossas necessidades, é fixe não termos a cama feita e optarmos por não estar no sofá à frente da tv. Até porque não tenho ambos! E é fixe pensar no que se vai fazer então, o que se vai ouvir, para onde se vai sair!

sexta-feira, outubro 13, 2006



Um homem não pode ter sucesso, não pode ter um grande balneário, não pode ter vários jogadores a elogiá-lo ao mesmo tempo, não pode ganhar ao Inter e reclamar da mão do Paços de Ferreira?

Um homem não pode ter um look próprio, estar a borrifar-se para os penteados urban fashion, cagar-se mesmo para que digam que ele repete demasiadas palavras no seu discurso inteligente?

têm de arranjar logo maneira de o difamar. Lampionada de risco ao lado!

Contra os macaquinhos no sótão e todos os animaizinhos que habitam no nosso inconsciente! Contra as ideias pre-concebidas e as expectativas goradas. Contra as crises de ansiedade e os comportamentos compulsivos. Contra os sonhos maus que nos incomodam o sono, contra o sofrimento por antecipação. Contra a falta de segurança e os medos mascarados. Contra as conchas e os espinhos, os desbloqueadores de conversa e os bocejos sem querer. Contra as comparações desnecessárias, os fantasmas e os resquícios. Contra a merda que nos enche a cabeça e não nos deixa descansar.

De pé ó vítimas da Fome, lá lá lá lá lá....

quinta-feira, outubro 12, 2006

E não é que me está a dar aquele friozinho na barriguinha.... E é fixe!

quarta-feira, outubro 11, 2006



o Thom Yorke que quer ser dread, os dreads que querem ser o Thom Yorke... resultado um disco dread de versãos de um dos melhores discos que tenho em casa. Radiodread, A Complete Reggae Version of Radiohead' OK Computer, o disco editado em setembro conta com as participações de gente como Horace Andy, Morgan Heritage, e outros dreads. Fica a referência pela piada, porque eu prefiro bem mais o original. Escutem aqui.
o mais dificil destes dias: não ter expectativas sobre o futuro
o mais fácil nestes dias: o meu sorriso que aparece sem perceber bem porquê
o mais proveitoso nestes dias: estar em minha casa com os Ms
o mais assustador destes dias: depender só de mim
o mais divertido destes dias: descobrir pessoas novas
o mais confortante destes dias: manter aquelas pessoas
o mais frustrante destes dias: o top de vendas de discos
o mais angustiante destes dias: não saber como estão os Ms durante o dia
o melhor destes dias: o abraço apertado que recebo quando chego no final do dia
o mais estranho disto tudo: pensar que tenho futuro...

terça-feira, outubro 10, 2006

Final Fantasy

Não sei porquê mas o projecto de Owen Palette, dos Arcade Fire, tem-me acompanhado no último ano da minha vida e, bem ou mal, tem sido uma das bandas sonoras de toda esta revolução que se faz dentro de mim. Lembro-me de uma tarde chuvosa, no final do ano passado, em que ouvia em repeat "This is the Dream of Win & Regine", a canção que Owen fez para oferecer como prenda de casamento a um casal amigo. Lembro-me de estar na minha sala, na minha casa, deitada no meu sofá azul, a pensar no meu casamento... Engraçado, que agora recordo tudo isto com um sorriso triste na cara, porque de tudo desta recordação, só sobrou a canção. Palette já passou por Portugal várias vezes e nunca tive oportunidade de o ver. Desta vez, com os bilhetes na mão, nem que caiam canivetes...
E, com um sorriso mais alegre na cara, penso que esta será a banda sonora para algo de novo, que ainda não sei bem o que é, mas quero permitir-me descobrir!
e como não sou egoísta, oiçam aqui!

segunda-feira, outubro 09, 2006

Ainda há dias alguém falava das palavras começadas por R. De Renovar, de Renascer, de Ressuscitar, de Reviver, de Regressar, de Reencontrar, de Resplandecer, de Recomeçar... Mas hoje a palavra que me apetece reescrever é Rir! Rir! Rir!
Há tanto tempo que não me doia a barriga de tanto rir.
Há tanto tempo que não "perdia tempo" a rir a bom rir!
Faz rugas faz! Faz é um bem do caraças. E quero Repetir!

domingo, outubro 08, 2006

Segunda, dia 9 de Outubro: 1.º dia do M na escola!
mais um cordão umbilical que se rompe!
Boa sorte bebé!

sexta-feira, outubro 06, 2006

Today I watched the boats
Moving through the harbor
Walking on waterIn your arms
I'd stay
Forever if I could
Forever if I may
Keeps me in your thoughts, don't disappear
I am on your side
And so alive
So alive it isn't real
If this is how I feel
Then nothing now is true
And nothing now can ever be taken away from you
Sinking in the past
The things that shouldn't last
Just put to bed and stand beside me
Stand beside me
Always on your side
I'm on your side
And so alive it isn't real
I am on your side
And so alive
And so alive
And so alive

I am on your side
I am on your side
I am on your side
And so alive

So Alive
Ryan Adams

quarta-feira, outubro 04, 2006

Pela primeira vez, em muitos meses, sinto-me excitada com o futuro. Ontem passei o dia com um sorriso parvo na cara e apeteceu-me abraçar todos os meus amigos e familiares, os mesmos que me têm levado ao colo durante todo este tempo, umas vezes com mais ou menos paciência. Senti-los agora felizes por me sentirem entusiasmada com alguma coisa é muito reconfortante.
E, sinal de que a limpeza pode estar a processar efeitos positivos em mim, foi o facto de muitas das contrariedades de ontem não me terem atirado ao chão como de costume. E juro que não foram coisinhas fáceis. Algumas até bem chatas. Mas, o facto é que relativizei tudo, como tenho insistido comigo em fazer. Relativizar!

Ontem, no meio da minha insónia forçada, perto das 3 da manhã, na tv vi uma entrevista da Ana Sousa Dias a um filósofo catalão. Apanhei a coisa no fim, mas fixei uma das respostas que ele deu. Falavam da morte e da sua importância para a humanidade. E ele dizia que a morte é a única coisa que nos faz pensar. Se fosse certa a eternidade não tínhamos medo de perder pessoas, capacidades, tempo, etc. Ninguém ama o eterno, ama aquilo que pode perder. E é essa condicionante que muda tudo. Mesmo quando acreditamos na vida eterna, não acreditamos nela por si, mas porque será a possibilidade de viver eternamente com aqueles que amámos e já perdemos.

Por isso, tenho de relativizar as coisas, o dia a dia, o trânsito, a rotina, a repreensão, o sentimento de culpa, a falta de amor ou o excesso dele, as noites mal dormidas, os contratempos, as zangas e discussões, os comportamentos inadequados... pensar no que me faz falta e lutar por isso e fazer com que quando perder as pessoas que amo ter a certeza de quem dei o meu melhor para que fossem felizes.

terça-feira, outubro 03, 2006

Um amigo meu disse-me um dia uma coisa que tenho vindo a pensar desde então: Muitas são as pessoas que entram nas nossas vidas, das mais diversas maneiras, umas de forma mais intensa que outras, mais marcantes, mais ligeiras... enfim, estamos sempre a cruzar-nos com pessoas diferentes que nos vão mais ou menos ditando e contribuindo para o nosso destino. Há quem se cruze connosco num dia, numa noite e que nos faça mudar mais do que quem passa connosco uma vida. Mas, a grande diferença das pessoas é a forma como elas querem ou deixam de fazer parte das nossas vidas! E aí sim, marcam a diferença.
Obrigado amigo, tenho aprendido com esta nossa conversa.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Será que tenho gravado na cara? Ou é mesmo verdade que ao desbloquearmos atitudes mudamos comportamentos... talvez isso chame a atenção dos outros. Não me sinto diferente, mas estou diferente. E as pessoas percebem, mesmo sem dizer muita coisa. Ou adivinham? Sei lá! Interessa lá isso agora. Interessa que uma por dia dá saúde e alegria! Essa é que é essa.

domingo, outubro 01, 2006

entre caixas e caixotes...

... lá se vai ouvindo:
Sparklehorse: "Dreamt ForLight Years In the Belly of a Mountain"
Yo La Tengo: "I'm Not Afraid of You and I Will Beat Your Ass"
Koop: "Koop Islands"
Lloyd Cole: "Anti Depressant"
Charlotte Gainsbourg: "5:55"
The Decemberists:"The Crane Wife"
Bonnie Prince Billy: "The Letting Go"

Falava-vos de obstipação e daquela sensação de que o que custa é aquele primeiro esforço... depois alivia tudo!
Mas esta conversa de merda não tem mesmo nada a ver com a sua literal conclusão. Porque não é de merda que quero falar, nem de qualquer tipo de esforço.
Falar talvez de um passo, da coragem de fazer o que apetece, sentir-se bem com o que leva até ali, sentir-se segura na sua própria pele, sentir-se desejada.
E por muitas e muitas razões esta foi uma madrugada memorável!

sexta-feira, setembro 29, 2006


Os mortos não falam, não levantam questões, não fazem perguntas repetidas para ouvir as mesmas respostas... Os mortos não são infelizes, mas tb não são felizes, não se indignam, não protestam, não chamam a atenção. Os mortos não amam e não deixam de ser amados.
Não quero ser morta.
Não quero continuar a amar os mortos.
Quero fazer o luto, passar à frente. Porque estou viva!

A casa

Não tem umas áreas fabulosas, não tem sequer áreas porreiras. Não tem vista para a cidade, muito menos para o mar, não tem jardim nem piscina, não tem árvores de fruto, nem dá para ter em exposição todos os meus discos e livros. Se ponho a cama tenho de ficar sem cómoda, se ponho uma mesa prescindo do sofá. Também não tem ainda muita vida e histórias para contar. Não dá para receber toda a gente ao mesmo tempo nem posso contar com muitas visitas. O quinto andar vai assustar a maioria. Mas também virão os mais importantes, será feita a filtragem natural da coisa.
Já é minha, a partir de hoje, minha e dos Ms. E vamos viver nela o que tivermos para viver. Sem grandes expectativas, sem comparações, tentando não ter muitas saudades do que foi e do que somos, e uns dos outros. Vamos apostar na qualidade e não na quantidade, no tamanho e na aparência.
E apetece-me acreditar e dizer como o outro: Aqui vou ser Feliz!
Nem que seja porque me vai permitir não me acomodar.

quinta-feira, setembro 28, 2006

os pós e os contras

Começo a entrar no estágio de preparação psicológica para a entrada do M na escola. Todos os dias me deparo com pequeninos seres indefesos aos gritos nos corredores a chamar pelas mães e pelos pais. E advinho o tormento que começarão a ser as minhas manhãs, até ele se habituar à rotina. Fico logo com um nó na garganta e acho que vai ser fácil até porque a M pode dar lá uma mãozinha.
No entanto, e como estou obrigada pelos médicos a ver o lado positivo das coisas, há novos pais por ali. Nunca eu na vida olhei para pai nenhum daquela escola... Mas o destino tem destas coisas e, agora, quando não há mal nenhum em olhar (e estou só a dizer olhar) eis que tenho um pai, giro por sinal, a dar-me os bons dias todas as manhãs, a esperar por mim para me segurar a porta (que é tão pesada) e a dizer-me adeus do meio da estrada, quando passo com o carro, normalmente a correr porque vou sempre a atrasada.
Será que podemos acreditar em providência divina?

quarta-feira, setembro 27, 2006

A revelação

Hoje tive uma surpreendente revelação.
Íamos no carro, a ouvir o disco dos Rapture, ensonadas, com o sol matinal a querer romper as nuvens e ela diz-me:
- Eu e os meus amigos sabemos quem é o Pai Natal!
Arregalei os olhos e sorri. "Pronto!", pensei eu. "Mais uma que perdeu a inocência de forma brusca e absurda. Alguém lhe disse que não existe Pai Natal e que somos nós que gastamos rios de dinheiro a comprar merdas que não servem para nada."
- É o sr. Dias lá da ginástica, continuou ela a olhar evasivamente pela janela.
-O sr. Dias?? digo eu.
-Sim. Já o conheço há muito tempo!
-E ele é lá da ginástica?
- É! Faz tubos.
-Tubos? perguntei sem saber do que estava a falar. Tem dois empregos, portanto?
- Sim, faz tubos e brinquedos.
E calou-se. Como se esta verdade absoluta bastasse para que todas as respostas fossem dadas e fizessem sentido.
E fui eu a fazer perguntas dentro de mim o resto do caminho.

segunda-feira, setembro 25, 2006

Já experimentaram estar de braços abertos uns minutos, horas, dias, ou mesmo alguns meses?

sábado, setembro 23, 2006

Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê? Porquê?

Porquê?

sexta-feira, setembro 22, 2006

E a ideia é namorar, namorar, namorar... sem ser preciso mais nada!

quinta-feira, setembro 21, 2006

A luz!

Hoje vi a luz!
Vi que o futuro traz coisas boas e que continuará a não trazer o que esperava. Vi que espero o que não mais vou ter e que terei de procurar algo diferente. Vi que tudo tem o seu tempo para se arrumar e que mais tarde ou mais cedo vai estar tudo mais arrumado. Vi que vou conquistar muita coisa, que me vou conquistar a mim e que vou ser conquistada.
Contra a dependência, a favor do prazer em se estar com aqueles que nos amam ou um dia vão amar. Contra a frieza, a favor da vida intensamente vivida, com tudo o que ela tem de bom e de mau. Contra o egoísmo, a favor de uma entrega a todos aqueles que a merecem. Contra o desespero, a favor da tranquilidade que é chegar a casa e ter alguém à nossa espera.
Hoje vi a luz! e sou feliz.

quarta-feira, setembro 20, 2006

vamos?

22 de Setembro, the Pillowman, Maria Matos
23 de Setembro, Hipnose, gare marítima de alcântara
26 de Setembro, Peaches, Garage
30 de Novembro, WhoMadeWho, Clube Mercado

terça-feira, setembro 19, 2006

A denúncia

Tive hoje um acordar no mínimo sórdido. Antes de abrir os olhos e perceber o que se passava já os gritos me entravam pela cabeça. Os vizinhos de baixo insultavam-se mutuamente, ele batia-lhe, ela arremessava-lhe coisas... Ela está grávida, existe uma criança naquela casa de 5 anos de idade (que nunca se ouviu em momento algum), ele é um bisonte, deve ter mais de 2 metros de altura e já antes tinhamos chamado a polícia àquela mesma casa porque ele batia na avó.
Desta vez encolhi-me, agarrei-me à minha filha e quis que ficassemos ali para sempre, no escuro, na cama, a salvo de todos os horrores do mundo, sem sofrer, sem fazer sofrer. Por momentos, quis não ter filhos, não quis que eles alguma vez passassem por uma situação semelhante, que alguma vez fossem a vitima, que alguma vez fossem a besta.
E paralizei. Não chamei a polícia no meio da indignação. Pensei que essa tomada de posição deveria ser tomada pela mulher que depois de ela própria se ter indignado, saiu para a rua, com o filho ao colo e ao lado do agressor.
O que vale um casamento? O que vale o pai dos nossos filhos? Qual é o preço de manter uma família? Que sentido faz tudo isto? Onde é que fica o amor próprio no meio da submissão? Em que medida devemos ceder sem pisar o risco da repressão?

sábado, setembro 16, 2006



Qualquer repressão a isto é pecaminosa. Qualquer que seja o intuito de nos condicionar é negativo. Sou livre de escolher. Sou eu que tenho de me libertar!

sexta-feira, setembro 15, 2006

E viver não será isto? não será um dia não e um dia sim? Um dia somos mais nós, noutros tentamos esquecer que existimos... um dia somos o que há de mais importante, no outro podemos esquecer os nossos desejos e ansiar que sejam satisfeitos sem que seja preciso pedir. Um dia as perguntas jánão se fazemou porque deixaram de se querer saber as respostas, ou porque as respostas foram dadas sem ser preciso dar o ponto de interrogação. Um dia tudo será claro, um dia tudo será claro, um dia tudo será claro!
E nesse dia, seja ele amanhã ou daqui a muitos anos, nesse dia vou conseguir confiar que sempre estiveste aí e que até me tenhas levado ao colo quando me senti desesperada. Agora ainda preciso de sinais, amanhã quem sabe não descubro que não procuro mais sinais nenhuns.
Sei que tenho muitos colos a quem recorrer se o colo que preciso não estiver lá. E esses são tão ou mais preciosos, e desses eu tenho de cuidar também.
Hoje vou brindar a todos os que me oferecem colo, em vez de chorar os que mo recusam.
A todos vocês!

quinta-feira, setembro 14, 2006

E se há dias assim, há dias assado... Dias em que as lágrimas nos saltam dos olhos mais depressa do que nos apercebemos, em que a angústia é tamanha que quase não nos deixa respirar, em que nos sentimos descontrolados porque sabemos que não somos donos das nossas vidas, que dependemos de um sim, de dois braços que se abrem e nos abrigam num colo, ainda que esse colo só tenha para nos dar o silêncio. Há dias assim... em que partimos para parte incerta porque não nos sentimos bem em lado nenhum, porque não temos nada ao que chamar casa, porque não estamos cá. Há dias que nos faz falta que alguém atenda o telefone e nos oiça simplesmente, alguém que nos diga, não estejas assim, tudo se vai resolver. Alguém que não nos faça sentir mal por esperar que algo de bom aconteça e nos chame a atenção por estar a pintar um quadro negro! Alguém que nos diga, chiu! não sejas tolinha, e nos limpe algures as lágrimas que teimam em encharcar a cara.
Há dias assim em que não há esperança em nada, não há um pormenor que nos faça acreditar, há retrocesso em tudo, volta o medo, a solidão, a falta de paz de espírito, o deitar na cama e dar voltas e voltas ao mesmo assunto.
não podia ser mais fácil esta merda????
não podia ser mais fácil sermos felizes e pronto? Dar valor àquilo que temos e só sentirmos falta do que temos?
Puta que pariu esta merda do caralho. um grande Foda-se para isto! Se tás aí não me dás oportunidade de ser feliz? Existes ou não, caralho?? Foi-se o piu, foi-se a força, foi-se a esperança. resta isto, este caco de mim que não interessa a ninguém!

terça-feira, setembro 12, 2006

Querem melhor dia do que este...


...em que os maiores enrabaram finalmente estes italianos sonsos com equipa de playstation? Vão mas é para vossa casa, toldos dum cabrão!
E porque não haver um dia em que vos fale de gestos simples, palavras que partilham sentimentos, confiança no que aí vem, certezas do que não se quer, algum respirar mais fundo, mas desta vez com um sorrisinho na cara, algum baralhar o espírito, mas desta vez com vontade de ser esclarecida. Os silêncios que são preenchidos, a distância que se encurta, os tormentos que se tornam mais relativos.
Porque não falar-vos de dias em que as dúvidas não duram muito tempo, ou o suficiente para nos levar o pensamento nas suas sórdidas artimanhas. Porquê não vos falar de um dia em que o bater do coração não é feito de ansiedade sofrega, mas sim da certeza que um dia destes, acordamos, e vivemos o presente como se fosse a melhor época das nossas vidas.
Porque não falar-vos do dia de hoje que, como previa a M de manhã, foi um dia feliz!

domingo, setembro 10, 2006

O Pão de Forma


É quase tão famosa quanto o carocha. Começou a ser idealizada em no final dos anos 50 e, nos anos que correm, são já vistas como raridades. No Brasil, as Combi, como lhe chamam, encontram-se aos molhos. Em Portugal, as Pão de Forma, são mais preciosas. Na falta de uma autocaravana, xpto como já ambicionei, não me importava mesmo nada de ter a Wolkswagen Tipo 2, para pegar nos meus filhos e correr mundo... É só o preço da gasolina descer que esse é o meu próximo passo para o Infinito.

sábado, setembro 09, 2006

E porque não com Maçaroca!


Do que eu precisava era de um HEROI assim. Podia ser menos penteadinho e levava-lhe uns disquinhos para ouvirmos nas alturas... mas não era mal pensado!

terça-feira, setembro 05, 2006

Coisas para ouvir com mais atenção



Pop Levi
Kids in Tracksuits
Padded Cell
Micah P. Hinson (aqui na imagem)

Na blogosfera

os sitios por onde passo regularmente:
Os Homens não se querem bonitos
No Reino de Carlota Joaquina
We Wanna Get Loaded
Coentron
Toca Arquivar
Farrapos
Eu no cú não aprecio
A Pensar Morreu Um Burro
Sound & Vision
Planeta Pop
Juramento Sem Bandeira
A Vitima Respira
Um Pouco Mouco
Depois de ter passado a manhã a ouvir o novo disco do Caetano Veloso, "Cê", e de sorrir com uma canção em que ele passa uns belos minutos a proclamar "Estou-me a vir", percebo que há sensações pelas quais não passo há muito e por causa delas nutro por outros um sentimento feio: a inveja!
Tenho inveja de quem se vem. Mas não é do orgasmo por si. Esse tenho-o na hora que quiser. É aquele orgasmo, com quem queres "orgasmar".

domingo, setembro 03, 2006

O que quero ir ver:

Craigie Horsfield (Centro de Arte Moderna, até 24 de Setembro)
Feira da Ladra (terças e sábados, no Campo de Santa Clara)
"O Paraíso, Agora!" (de Hany Abu-Assad, no King às 22h)
"Sonhar com Xangai" (de Wang Xiaoshuai, no King às 21h45)
"Volver" (de Pedro Almodóvar, estreia para a semana)

Por onde pretendo passar:

Marisa Monte (8, 9 ou 10 de Setembro) no Coliseu de Lisboa,
Vetiver (16 de Setembro) na ZDB
Chico Buarque (3, 4 ou 5 de Outubro) no Coliseu de Lisboa
Final Fantasy (16 de Outubro) no Clube Lua
Lisa Germano (2 de Dezembro) no Santiago Alquimista
Lambchop (10 de Dezembro) na Aula Magna

sábado, setembro 02, 2006

quarta-feira, agosto 30, 2006

Hoje não consegui deixar de ouvir isto


Face Me

When you look away from me
I feel the anger go straight to my head
Cause I'm feeling deceived
And it's not what you say
But the way that you say it
I worry inside
Do you lie to me, lie to me?
What do you hide from me?
Face me

Face me
Need you to face me
Don't have to turn away to say that
I'm the man you want to be with
Make me believe it
You know you've got my life just waiting in your hand
Don't look away now
Face me and say how
You want me still

Love me
Need you to love me
Look right into my eyes
And I'll believe it's true
Don't be uncertain
Pull back the curtain
Just say it right to me
So I'll believe it too
Don't have to sell me
Just need to tell me
You love me too

Some call it vain
Others say vanity
Comes from the heart
Not from the head
And it may be insane
What is insanity
If not a cry for the truth
To be truthfully told
Between you and me
Face me
Hold me
Reach out and hold me
Words aren't strong enough
To catch me when I fall
They can't sustain me
They can't contain me
I want the truth so bad
That I'll believe it all
And when you say it
Don't you betray it
Don't look away

Face me today
Face me today

Neil Diamond, "12 Songs"

terça-feira, agosto 29, 2006

Olho mais uma vez para trás e dou comigo a identificar os momentos em que não precisava de me refugiar em nada para me sentir em casa. Os momentos em que não havia fuga, em que a minha casa era o meu refúgio. Senti-me assim quando o meu irmão mais velho saiu de casa dos meus pais e consegui ter reservado um quarto da casa só para mim. Esse passou a ser o meu refúgio, o sítio onde eu podia ser eu própria sem reservas, onde passava a maior parte do meu tempo, onde recebia os meus amigos, onde guardava as minhas coisas, ouvia os meus discos, lia os meus livros, escolhia os programas de tv. Ali diverti-me à grande, chorei à séria, tive longas e profundas conversas com os meus irmãos e com amigos, namorei, viagei, estudei, fiz sonhos e desfi-los. Curiosamente, este é o quarto onde escrevo agora. No mesmo em que me sinto tão atrofiada e fora de água.
A primeira vez que mudei de casa, para viver aqui ao lado, transferi todo esse poder do "meu quarto" para a "minha casa". Também ali podia ser eu própria. Recordo os discos que tocavam de manhã antes de ir para o banho, da luz do sol a entrar de madrugada, quando chegava a casa, dos telefonemas que recebia e fazia durante a noite, das festas de caixão à cova, de arte de receber as pessoas, do meu casamento e dos projectos que ali se fizeram.
Estou prestes a mudar para a minha terceira casa depois desta. E se as outras duas tiveram o condão de me fazer sentir "em casa", ainda não consegui ter o mesmo sentimento por esta nova. Talvez porque no fundo não a quisesse ter comprado, talvez porque vivo a expectativa de daqui a bocado estar a mudar de casa outra vez.

Acho que as casas são mais que 4 paredes. São os sonhos que projectamos nelas, fazem parte do nosso projecto de vida. Preciso de um!

segunda-feira, agosto 28, 2006

"Sou livre. Fecho os olhos e penso com toda a minha força na minha nova condição, ainda que não esteja bem certo do que significa. Tudo que sei é que estou completamente sozinho. Desterrado numa terra desconhecida, como um explorador solitário sem bússula nem mapa. Será isto a liberdade? Não sei, confesso, e às tantas desisto de pensar nisso."

in "Kafka à beira-mar", de Haruki Murakami

domingo, agosto 27, 2006

As minhas orelhas...


... andam a ouvir:
The Radio Dept.: "Pet Grief"
Vetiver: "To Find Me Gone"
Gary Numan: "Jagged"
Junior Boys: "So This Is Goodbye"
James Figurine: "Mistake, Mistake, Mistake"
Grant Lee Philiphs: "Nineteeneighties"
Guillemots: "From the Cliffs"
DJ Shadow: "The Outsider"

sábado, agosto 26, 2006


Sonho acordar, num dia de sol, a claridade a entrar pela casa, os sons dos miúdos a brincarem no quarto, o teu abraço de bom dia, um sorriso cúmplice e a certeza que teremos mais um dia juntos. Ponho um disco do Lee "Scratch" Perry e vamos tomar o pequeno-almoço. Sonho viver um dia após o outro, na nossa casa habitada dentro de nós. Sonho acordar e voltar a dançar!

sexta-feira, agosto 25, 2006


Final Fantasy, dia 16 de Outubro, Clube Lua, Lisboa

O microndas

Ainda vivendo os resquicios de Paredes de Coura, tenho dado por mim a pensar numa cena que vi no concerto que mais gostei do festival. Falo em concreto do concerto dos Gang of Four e do momento em que John King parte um microndas em palco, com um taco de baseball, fazendo a batida de fundo e percussão alternativa. O som metálico ia crescendo e o microndas mais e mais amolgado. King chegou ao fim do tema completamente esgotado.
Essa imagem tem-me vindo à cabeça por diversas vezes. Não só pelos meus instintos punks e vontade regular em destruir e partir coisas, mas porque a imagem do microndas é muito forte. Não sei porque escolheram este electrodoméstico nem se o fazem sempre com o mesmo em palco. O que acho é que não há melhor electrodoméstico para destruir.
O microndas é a perfeita síntese daquilo que somos hoje em dia. Instântaneo, plásticos, fugaz, requentado, passageiro, pouco trabalho, não quero chatice, não preciso de me preocupar... e de vez em quando rebenta-nos na cara...

Gostava de ganhar coragem para não ter microndas na nova casa.

Marisa Monte
Coliseu de Lisboa
8, 9 e 10 de Setembro

quinta-feira, agosto 24, 2006


A felicidade é demais efémera, ou não? Seremos nós que não temos a capacidade de a perceber quando a vivemos? Seremos nós que damos por ela quando ela se vai? Seremos nós seres sudosistas e sempre com fome de passado? As fotografias, as recordações, as gargalhadas que ainda nos soam presentes, os vídeos que gravámos quando nos gostávamos de gravar uns aos outros. E foi-se tudo?? Ficou o que ficou. E a felicidade está aí também. Nos abraços apertados que tenho sentido, na procura de alguém que me atenda o telefone, no tentar arranjar motivos para me encontrar naquilo que faço, no tentar arranjar coisaspara fazer para me encontrar. E perceber que a felicidade tenho de a encontrar aqui dentro e não esperar que alguém ma dê de bandeja. Que a encontro quando vos sinto felizes mas que não dependo de vocês para o ser. E estou a tentar, com tudo o que tenho, que às vezes é muito pouquinho, ser... ser... ser... Porque não estou sozinha e porque isso me faz ter a obrigação de ser tudo o que quero ser. Feliz!
Não sei se já alguma vez se sentiram sem casa, ainda que vivendo numa, pior, vivendo na casa onde passaram a maior parte da vida... De certeza que sim, algum de vocês. Este sentimento não pode ser só meu, como é óbvio. O pior é que estando prestes a mudar para uma casa nova, só consigo pensar em procurar uma outra. É estranho mas é verdade. Não consigo deixar de viver este período como uma transição, não sei bem ainda para quê. no fundo acredito que seja para melhor, acredito que os períodos de transição nos fazem meter objectivos lá à frente, pelos quais procuramos viver e ser melhores, mais capazes. Este sentimento de estar sem casa, sem chão, sem razão deve ser porque de repente fiquei sem projecto de vida.
Quero recuperá-lo e não tenho forças para tanto.
Não sei o que me resta, nem sei quando conseguirei pôr os pés em terra firme.
Sei que vou remando, às vezes só com um braço, às vezes só boiando e deixando que a maré me leve, às vezes esbracejando ferozmente até à exaustão. Tenho urgência em ter um rumo, tenho urgência em ser feliz!

terça-feira, agosto 22, 2006

Síndroma do Peter Pan


Não sei bem porquê, às vezes dá-me para isto, para ficar nostálgica e pensar que queria voltar atrás e ser criança outra vez. Lembro-me que um dia cheguei a casa e choquei a minha mãe ao dizer-lhe que não queria crescer. Tinha sido influenciada pela minha tia mais velha que gostava tanto de mim em criança que me pediu para não crescer... Mentalmente segui isso à risca. Lembro-me das conversas que tinha com a S. quando ouvíamos a gente mais velha a falar e a forma de vestir, as suas prioridadesna vida, a estagnação. Não queríamos ser assim, levar a nossa juventude até ao limite das nossas mentes... A piada era que nos davamcom maior maturidade do que o resto da nossa idade. A confusão não ficava po aí. Ainda hoje me dão muito menos idade do que tenho. Se isso hoje me faz sentir menos mal, houve uma altura que achei que nunca ninguém me levaria a sério. Os homens não me veriam como mulher, os meus chefes nunca me achariam boa profissional. A gaiata tem tempo de lá chegar...
Hoje em dia sinto-me velha, sinto que a vida me deixou marcas que podem me ter tornado menos crédula no que pode estar guardado para mim. E a juventude é isso: é termos esperança que o futuro está sempre lá à frente cheio de boas surpresas e oportunidades. Não sei se é a falta de ingenuidade, se a falta de fé, em mim e nos outros, mas agora precisava do elixir da eterna juventude, como diz o tio Sérgio.
Um banho de coragem, outro de alegria, a crença no amor, a fé em Deus, o pensar que vivemos para ser melhores pessoas.
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Não vai dar mais pra chorar
Nem pra rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração,
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva
Tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva Socorro,
alguma rua que me dê sentido,
Em qualquer cruzamento,
Acostamento, Encruzilhada,
Socorro, eu já não sinto nada
Socorro, não estou sentindo nada
Nem medo, nem calor, nem fogo
Nem vontade de chorar
Nem de rir
Socorro, alguma alma, mesmo que penada
Me empreste suas penas
Já não sinto amor nem dor
Já não sinto nada
Socorro, alguém me dê um coração,
Que esse já não bate nem apanha
Por favor, uma emoção pequena,
Qualquer coisa
Qualquer coisa que se sinta,
Tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva
Tem tantos sentimentos,
deve ter algum que sirva

Arnaldo Antunes

segunda-feira, agosto 21, 2006

Há coisas boas em ir à bola. Para além de pisar solo sagrado, ver os maiores, ainda que não joguem nada, jogam sempre bem. Vêem-se cromos, muitos cromos. esgota-se a adrenalina, dizem-se caralhadas e ficamos sempre com a sensação que não ganhámos, mas podíamos ter ganho... Mas, o melhor de tudo desta noite é a versão do Só eu sei, pelo Miguel ângelo, esse grande sportinguista, e a homenagem ao Figo, feita ao som d'A Minha Casinha. Muito bom!

Favas com Chouriço

Têm de ver isto. Não sei se gosto mais do sorriso seguríssimo dele, se do olho sem óculos, o beijo no escrivão, ou a secretária que é tão boa, do amor de coisas simples, ou das favas com chouriço. Realmente, já não há nada como antigamente!

domingo, agosto 20, 2006

É engraçado (e não tem graça nenhuma) o poder assustadoramente infinito de quem nos quer mal, de quem nos faz sentir merda. Porque é que as palavras negativas se entranham mais do que aquilo que nos dizem de bom? Porque é que levamos a sério quem nos mostra que não nos ama e demoramos a sentir quem nos quer mostrar que nos ama? Porque é que depois de nos sentirmos pó, detonados por alguém, não conseguimos esperar que haja alguém que nos una e nos faça sentir de novo pessoas? Porque é que o cinismo não dá lugar à ingenuidade? Porque é que a traição não dá lugar à confiança? Porque é que o podre não dá lugar ao puro?

Não há nada que custe mais a passar que o tempo, e o tempo passa tão depressa...

sábado, agosto 19, 2006



Só porque me lembrei que os maiores se vão apresentar na próxima segunda para uma fantástica época futebolistica (não digo gloriosa para não levantar falsas interpretações). E a malta vai lá estar!
Para quem tem a cara de pau de nomear outros, eu não tenho pudor em afirmar o ponto alto do festival Paredes de Coura: Os Maduros.
Melhor que o Tó Neto quando nos pede para salvar os golfinhos, melhor que os Up With People e o seu apelo à comunhão entre as raças, melhor que o Nick Cave e o Aleluia, melhor que o Padre Borga e o põe tua mão na mão do meu senhor. Zé Pedro na sua voz mais límpida podia ter entuado o kumbaya, podia ter convidado o Paulo de Carvalho e fazer uma versão rock dos meninos à volta da fogueira... mas quis ir mais além. E foi. Conseguiu que ninguém gritasse pelos Xutos, conseguiu põr toda a gente boquiaberta.
Obrigada Zé! Vou aproveitar a minha juventude, e vou aproveitá-la JÁ!

ass: Amélia madura

sexta-feira, agosto 18, 2006

The change will do you good
I always knew it would
Sometimes I'm thinking that I love you
But I know it's only lust
Your kiss so sweet
Your sweat so sour
Your kiss so sweet
Your sweat so sour
Sometimes I'm thinking that I love you
But I know it's only lust
The sins of the flesh
Are simply sins of lust
Sweat's running down your back
Sweat's running down your neck
Heated couplings in the sun(Or is that untrue?)
Colder couplings in the night(Never saw your body)
Your kiss so sweet
Your sweat so sourSometimes
I'm thinking that I love you
But I know it's only lust
The change will do you good
I always knew it would
You know the change will do you good
You know the change will do you good
Damaged goods
Send them backI can't work
I can't achieve
Send me back
Open the tillGive me the change
You said would do me good
Refund the cost
You said you're cheap but you're too much
Your kiss so sweet
Your sweat so sour
Sometimes I'm thinking that I love you
But I know it's only lust
The change will do you good
I always knew it would
You know the change will do you good
You know the change will do you good
I'm kissing you goodbye(Goodbye, goodbye, goodbye, goodbye, goodbye)
I'm kissing you goodbye(Goodbye, goodbye, goodbye)
I'm kissing you goodbye(Goodbye, goodbye, goodbye, goodbye, goodbye)
I'm kissing you goodbye(Goodbye, goodbye, goodbye)
I'm kissing you goodbye(Goodbye, goodbye, goodbye, goodbye, goodbye)
I'm kissing you goodbye(Goodbye, goodbye, goodbye)
(Goodbye, goodbye, goodbye, goodbye, goodbye)
(Goodbye, goodbye, goodbye)
(Goodbye, goodbye, goodbye, goodbye, goodbye)
Bye...(Goodbye, goodbye, goodbye)
Gang of Four
a estrada. a noiva. o almoço. o que não comemos. os discos. a casa. a piscina. o filho mais novo. o filho mais velho. o avc e a fnac. o sol. a saudade. o preto e o branco. os amigos. os vips. a cerveja. os broken social scene. o Mac. o piercing no mamilo. a pedra. a primeira. Panic. Mr. Morrissey. a chuva. a debandada. o sossego. a noite inteira. os martelos. a cabeça cheia. a cabeça vazia. os quatro do gang. o microondas. damaged goods. a pedra. a segunda. o tabaco na boca. auto-dependência. os gajos. a falta deles. os burros que vimos e os que não chegámos a ver. o romão. o loiro e o da mtv. a truta do vilaça. porque é bem bonita. a chuva. o sol. a piscina. o filho que não era filho. os espanhois. o gomes. a pedra. a terceira. os !!!. os amaços. a chuva. m. murphy. a chuva. o anjo da CGD. a estrada. as palavras que martelam. a saudade. a casa velha tornada nova. os abraços mais apertados. a certeza de que não há mal no mundo.

segunda-feira, agosto 14, 2006



Para quem vai, lá nos encontramos... Para quem não vai, se for o caso, roam-se de inveja. Eu depois conto como foi.

sábado, agosto 12, 2006

Tenho pena de me sentir tão céptica em relação a todos aqueles que me rodeiam, tenho pena que nada me faça perder esta sensação de que tudo à minha volta é falso e oco de sentido. Os Ms respiram profundamente, dormindo como se não houvesse problema nenhum, como se o Mundo fosse aquilo que eles projectam e onde eles se vão sentindo, uma svezes mais outras menos, felizes da vida. Tenho pena por eles, não gostava que me olhassem como eu olho para tudo ao meu redor, descrente e sem perspectiva. Vai haver reconstrução, sei que sim! Sei que este não é o fim e que nem todos nos trataram como seres descartáveis, prontos a ser substituídos. Não pode ser! Não podemos taxar tudo pela mesma tabela de falta de valores. Nem que seja dentro de mim, tenho de fazer a diferença e proporcionar isso a estas duas 'coisinhas'. "Este é um dia feliz", prometo que sim!

quarta-feira, agosto 09, 2006

There is a light and it never goes out

Take me out tonight
Where theres music and theres people
And theyre young and alive
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one
Anymore
Take me out tonight
Because I want to see people and i
Want to see life
Driving in your car
Oh, please dont drop me home
Because its not my home, its their
Home,
and Im welcome no more
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Take me out tonight
Take me anywhere,
I dont careI dont care,
I dont care
And in the darkened underpass
I thought oh god, my chance has come at last
(but then a strange fear gripped me and i Just couldnt ask)
Take me out tonight
Oh, take me anywhere,
I dont careI dont care,
I dont care
Driving in your car
I never never want to go home
Because I havent got one, da ...
Oh, I havent got one
And if a double-decker bus
Crashes into us
To die by your side
Is such a heavenly way to die
And if a ten-ton truck
Kills the both of us
To die by your side
Well, the pleasure - the privilege is mine
Oh, there is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out
There is a light and it never goes out

The Smiths

terça-feira, agosto 08, 2006

Encontrar paz nesse teu sorriso luminoso, rir alto a correr descalça pela relva fresca, mergulharmos de mão dada e sentir a aflição de sufocarmos sem ar, suspirar abraçados e parecer que o tempo pára quando nos encontramos. Morrer de saudades por não saber de ti e perceber que isso faz parte do nosso crescimento como pessoas individuais. "Há alguma coisa no meu coração que me lembra sempre de ti..." É tão bom saber e sentir isso.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Os Papa Sardinhas

Festival da Sardinha (Portimão)
O peixe miúdo é o rei do Barlavento algarvio de 4 a 13 de Agosto, altura em que se realiza o 12.º Festival da Sardinha na zona ribeirinha de Portimão.
Os apreciadores têm à disposição 2.200 lugares sentados, repartidos por sete restaurantes, onde podem apreciar uma sardinhada com todos os ingredientes: pão caseiro, salada de pimentos e batatas cozidas com casca e petiscos variados, como pão com chouriço, queijos e enchidos, gelados e doçaria regional.
Durante o festival decorre ainda o Concurso "Papa Sardinhas", um passatempo em que os participantes têm de comer o máximo de sardinhas assadas durante 15 minutos.

O festival conta com mais de uma centena de expositores, nomeadamente de artesanato nacional e internacional, doçaria regional e produtos agro-alimentares, sem esquecer as tradicionais barraquinhas de comes e bebes.

A música está a cargo de nomes como Santa Maria (04/08), Mafalda Arnauth (05/08), João Pedro Pais (06/08), Xico Barata, Pau d'Arara e Beto Kalulu (07/08), Quim Barreiros (08/08), Anjos (09/08), Tony Carreira (10/08), Canta Bahia (11/08), Roberto Leal (12/08), Martinho da Vila (13/08). O certame encerra todas as noites com um grande espectáculo piro-musical.

PÚBLICO.PT

Estamos mesmo pobres de espírito. Há coisas que me transcendem... como é que alguém come sardinhas, como ainda tenta comer muitas sardinhas em 15 minutos, como é que alguém vai ver os Papa Sardinhas e torce por um ou outro, o mais besuntado, o que come espinhas e cabeças, ou o mais franzino...como é que depois disto ainda assistem a um espectáculo "piro-musical", talvez até em noites consecutivas... E faz-se notícia disto, na tv e nos jornais... e nos blogues... ainda se quisessem papar o sardinha!

No meu leitor...

... vai tocando:
TheUpper Room: "The Other People' Problems"
Who Made Who
Band Of Horses: "Everything All the Time"
Junior Boys:"So This Is Goodbye"
Tv On The Radio: "Return to Cookie Mountain"

domingo, agosto 06, 2006

OK GO

Numa altura em que os orçamentos de marketing para as bandas são cada vez mais baixos, a imaginação tem de vir ao de cima. Os vídeos, hoje em dia, para as bandas nacionais são quase uma casmurrice. Devíamos aprender todos com estes gajos. têm de ver isto:
Here it Goes Again
Million Aways
Do What You Want
o que ainda não percebi é se os gajos tivessem orçamentos para fazer grandes produções se não continuariam neste registo. são muita bons!

sábado, agosto 05, 2006

e ainda...

"Scale", Herbert
"Begin to Hope", Regina Spektor
"Other People' Problems", The Upper Room
"O Mar", John Banville
"Israel, Palestina - Verdade Sobre um Conflito", Alain Gresh
e um bloco de apontamentos

novas aquisições



quinta-feira, agosto 03, 2006

frase do dia

(...) porque Narciso acha feio o que não vê ao espelho (...)

terça-feira, agosto 01, 2006


só voz e violão é uma estreia para mim! Vamos ver.

segunda-feira, julho 31, 2006

Era uma vez uma linda princesa e um lindo príncipe. Os dois formavam um lindo casal. Não, não eram namorados nem um dia viriam a casar. Eram dois irmãos que se tinham um ao outro como um só. Estes princípes não tinham um castelo, mas dois. Viviam ora num, ora noutro. Gostavam tanto de um como do outro e tinham pena de não estarem em ambos ao mesmo tempo... mas sabiam que eram também mais ricos por possuirem dois castelos. Os dois principes foram crescendo e aprendendo a tirar o que de bom havia nos dois castelos. Um era perto do mar, outro virado para a montanha. Num vestiam e tons de verde, noutro em tons de azul, num tinham amigos, no outro também, num eram amados, no outro também.
Um dia cada um dos principes construiu o seu próprio castelo. E aí perceberam que a casa deles estava dentro de cada um deles, que não eram as paredes que os separavam. Que a cumplicidade que tinham um com o outro lhes dava alicerces para viverem em qualquer lado, que a distância ou o amor por outras pessoas nunca os iria separar... porque iam estar sempre juntos!

aos Ms
Uma palavra para a sequência de verdadeiros acontecimentos sucedidos numa só noite: História. Aquela noite fez história, vai ficar na história e dava para escrever uma história. O kuduro é um género a continuar a explorar. A fauna é boa e recomenda-se, a cena é estupidamente física para se tornar coisa de gente pedante, e os Buraka vão ser grandes. Finalmente vi o Mercado a transpirar. Foi assim aliás que sempre o imaginei, cheio de gente bonita e descomprometida. Mas isto foi o começo. Não se ficou no Xau Ya! (Uma ressalva só para o facto de hoje me ter chegado à secretária um disco com o milhor do kisomba, é mesmo assim, com dvd a ensinar a dançar - está desde já prometida uma noite africana para a casa nova)
Mas vieram mais e mais histórias, mais e mais pessoas, croassants com chocolate, passadas de riso até conter o mijo, o dominio. O Cais do Sodré devia ser instituído como o cash & carey do gajedo. À partida podes ter preconceito com o material mas sabes que podes encontrar uma grande oportunidade. Não dá para desperdiçar. Eu estou viciada em stock markets e lojas em segunda mão. E nos saldos antes da época.
Na sexta até as putas tiveram de admitir, roubámos o protagonismo. E não cobrámos nada!

sexta-feira, julho 28, 2006

hoje temos KUDURO


Buraka Som Sistema, Clube Mercado, 24h

Depois do cinema, ontem dei comigo estatelada no meio da cama de casal, latão dourado, um boneco de peluche à cabeceira, olhos fixos no tecto, perdidos no candeeiro branco. Sorrisos estampados na cara, eu e a minha "irmã" viajavamos regularmente, ora pela América do Sul, ora pelo Mediterrâneo, cientes que eram viagens só nossas, que a realidade podia não ter nada a ver com os espaços que descobríamos no interior daquele quarto.
Ontem dei comigo a olhar para o mesmo candeeiro branco, sem o mesmo poder de abstracção. Quis recuar e ganhar de novo essa abertura de espírito. E aqui sim, quis ter menos 15 anos, altura em que tudo ainda era possível.
Quem sabe não reencontro esse poder brevemente...

terça-feira, julho 25, 2006



às vezes queremos tanto que alguém goste de nós que nos moldamos à imagem que pensamos querer que tenhamos. Anulamo-nos para evitar um afastamento, uma discussão, um confronto. Quando o fazemos e nos sentimos bem com isso, porque faz parte de um crescimento, de uma consciente entrega ao outro, uma cedência para uma boa convivência, é saudável. Quando o fazemos no acto desesperado de segurar alguém a não tomar a decisão com que nos está sempre a ameaçar ao primeiro sinal, quando o fazemos e nos sentimos profundamente incompreendidos, deixa de ser saudável.

As relações são feitas de cedência, mas também de tolerância, de jogo de cintura, de reencontros depois do afastamento. A força não pode vencer a vontade!

segunda-feira, julho 24, 2006

As minhas orelhas...

...não passam nestes dias sem ouvir:
Hot Chip;
Infadels;
Tv on The Radio;
Razorligh
Jurassic 5
e ainda os novos de Rapture, Beck, Scissor Sisters, Roots e Killers
O lema do Verão já foi encontrado. Obrigada Su pelo bom regresso à minha vida :) Tenho companheira para os traumas fodilhões. Mas o Verão ainda agora começou e há muito por desbravar... Vai pondo o rabinho ao léu, nunca se sabe!

domingo, julho 23, 2006

Não sei bem porquê, se conseguirei verbalizar a diferença... mas sim, tenho a certeza. Houve algo de melhor no meu acordar.
Como diria aquele velho amigo: "Any way the wind blows..."

sexta-feira, julho 21, 2006



Confesso, confesso! Estou um bocado húmida com o dia de amanhã. Até porque corro bem o risco de me cruzar com os tipos no backstage e de não me conter e dar-lhes uma palmada nas costas. Fazer de gruppi nunca foi a minha cena, mas há bandas que não se consegue evitar o estado de alarmante histeria. E estes gajos merecem um bacalhau da Amelinha!

quarta-feira, julho 19, 2006

Paredes de Coura

Amelinha procura companheiro/a para rachar quarto em Paredes de Coura por alturas do melhor Festival do ano.
Abertas inscrições para decisão até ao fim-de-semana

PS: prometo que não me peido à noite

Waitin' for A Superman

Hoje não consigo deixar de cantar:

Asked you a question
I didn't need you to reply
Is it gettin' heavy?
But they'll realize
Is it gettin' heavy?
Well I thought it was already as heavy
As can be
Is it overwhelming
To use a crane to crush a fly?
t's a good time for SupermanT
o lift the sun into the sky
'Cause it's gettin' heavy
Well I thought it was already as heavy
As can be
Tell everybody
Waitin' for Superman
That they should try to hold on
Best they can
He hasn't dropped them
Forgot them
Or anything
It's just too heavy for Superman to lift
Is it gettin' heavy?
Well I thought it was already as heavy as can be.
Tell everybody
Waitin' for Superman
That they should try to hold on
Best they can
He hasn't dropped them
Forgot them
Or anything
It's just too heavy for Superman to lift

Flaming Lips

terça-feira, julho 18, 2006

Dou por mim a questionar a minha natural insegurança. Aquela que faz rever-me na M quando chora e diz que é feia e que ninguém gosta dela, a mesma que me empurra para a frente e me faz querer disfarçar que afinal tenho medo de não valer nada. Sei que é esta a insegurança que me tem pautado a vida, para o bem e para o mal. O medo de não ser capaz às vezes atrofia-me as atitudes, outras vezes faz-me tomá-las para me superar a mim própria e não mostrar que tenho medo. Não sei porque sou assim. Não sei porque a minha filha é assim. E quero resolver isso dentro de mim, que mais não seja para a ajudar a resolver isso dentro dela. Quero gostar de novo de mim. Talvez assim lhe consiga passar que gosto muito dela e que é muito importante que ela goste dela.
Como vou conseguir? Ando à procura... vou trabalhar nisso.

segunda-feira, julho 17, 2006

domingo, julho 16, 2006

Alivia sempre que eliminamos o que nos provoca mal estar. Quando o conseguimos somos os nossos melhores amigos...

sábado, julho 15, 2006

Who will love me now?

In the forest, is a monster
It has done terrible things
So in the wood, it's hiding
And this is the song it sings
Who will love me now?
Who will ever love me?
Who will say to me"
You are my desire, I set you free?"
(Who will love me now?)

Who will forgive and make me live again?
Who will bring me back to the world again?
In the forest, is a monster
And it looks so very much like me
Will someone hear me singing?
Please save me, please rescue me
Who will love me now?
Who will ever love me?
Who will say to me"You are my desire, I set you free?
"Who will love me now?
Who will ever love me?
Who will say to me"You are my desire, I set you free?"
(Who will love me now?)
(Who will ever love me?)
Who will love me now?Who will ever love me?
Who will love me now?Who will ever love me?
Who will love me now?Who will ever love me?
P.J. Harvey

quinta-feira, julho 13, 2006

E estes?

Do You Believe in Rapture

Stand behind his drunken amp
Stand behind his light of love
Hear him yowl his bloody tounge
Hear him yell 4 blood and war

[Chorus:]
Do you believe in his sweet sensation
Do you believe in second chance
Do you believe in rapture babe

A terrible hit strikes today
A terrible hit for the parade
Burnin' eyes seek jesus comin
Jesus comes to pave the way

[Chorus]

Can you tell me what to feel
Open up yr tender soul
Can I drink yr drunken mercy
Wine burns the devils hole

[Chorus]

Sonic Youth

Eu gosto é do Verão

Na Primavera o amor anda no ar
Na Primavera os bichos andam no ar
Na Primavera o pólen anda no ar

E eu não consigo parar de espirrar
No Verão os dias ficam maiores
No Verão as roupas ficam menores
No Verão o calor bate recordes
E os corpos libertam seus suores

Eu gosto é do Verão

De passearmos de prancha na mão
Saltarmos e rirmos na praia

De nadar e apanhar um escaldão
E ao fim do dia, bem abraçados

Patrocinado por uma bebida qualquer

No Outono a escola ameaça abrir
No Outono passo a noite a tossir
No Outono há folhas sempre a cair
E a chuva faz os prédios ruir
No Inverno o Natal é baril
No Inverno ando engripado e febril
No Inverno é Verão no Brasil
E na Suécia suicidam-se aos mil

dedicado a quem ainda me quer fazer sorrir e acreditar que a vida é feita de coisas simples e banais

quarta-feira, julho 12, 2006

Ser amado é saber que foste abraçada enquanto já dormias...

Faz todo o sentido

Waiting To Know You

I’m…waiting to know you by the way
Send up the balloons, its right to assume yea
I’m waiting to know you by the way
Set up to the pier, wait till you get here yea
And when I’m about to give up hope
Denote with my telescope
I’m standing gone the Navy yard
To see could that one for me be
Baby I know,Where did you go?
I’m…waiting to know you by the way
Flash like a cape, misses your way yea
I’m waiting to know you by the way
The drecche of the lake, all that you shake yea
And when I’m about to give up hope
Denote with my telescope
I’m standing gone the Navy yard
To see could that one for me be
Baby I know,Where did you go?
I’m…waiting to know you by the way
Send up the balloons, its right to assume yea
I’m waiting to know you by the way
Flash like a cape, misses your way yea
And when I’m about to give up hope
Denote with my telescope
I’m standing gone the Navy yard
To see could that one for me be
Baby I know,
Where did you go?
Baby I know,Where did you go?

The Fiery Furnaces

terça-feira, julho 11, 2006

Lembram-se?

Master



Dia 14, no Tamariz, às 22h30

Para uma experiência única!


para renascer não precisamos sempre de morrer? Para partir não precisamos sempre de deixar? Já tenho saudades da segunda à noite.
E anseio cnseguir não querer viver sempre fora de tempo!

segunda-feira, julho 10, 2006

Ansiedade

Pelo que bate o meu coração:
Pela saída dos molares do Manel, que lhe têm dado má disposição e febre
Pela escritura da casa nova para que possa voltar a ter o meu espaço
Pelo concerto dos Strokes dia 22 e do Kanye West dia 17
Pelas horas de conversa que devo aos meus amigos
Pelo Top Nacional de Vendas
Pelo fim-de-semana
Pelo anúncio de outra série dos 7 Palmos
Pelos reforços do Sporting
Po meados de Agosto
Por aquele pedido

domingo, julho 09, 2006

A intenção

Aconteceu quando a gente não esperava
Aconteceu sem um sino pra tocar
Aconteceu diferente das histórias
Que os romances e a memória
Têm costume de contar
Aconteceu sem que o chão tivesse estrelas
Aconteceu sem um raio de luar
O nosso amor foi chegando de mansinho
Se espalhou devagarinho
Foi ficando até ficar
Aconteceu sem que o mundo agradecesse
Sem que rosas florescessem
Sem um canto de louvor
Aconteceu sem que houvesse nenhum drama
Só o tempo fez a cama
Como em todo grande amor

de Pericles Calvacante
por Adriana Calcanhotto
Os Rapture estão quase a editar o tão ansiado sucessor de "Echoes". Prevê-se para Setebro o novo disco. Para aguar o apetite eles já deixaram uma canção no My Space. Oiçam aqui

Já agora, por falar em regressos esperados, e para todos os que sentem orfãos desde que os Pulp se deram por inactivos, aqui fica a nova canção de Jarvis Cocker. Já se pode começar a salivar.

Dê-em uma espreitadela na Collective. Há aqui muito para ouvir e descobrir. Era bom que a nova Blitz fosse mais parecida com esta e fizesse a diferença no tão pobre jornalismo musical português.

Recomeço

Podia dizer que o Gira_o_Sol é reactivado a pedido de várias famílias. Não é! Uma ou outra pessoa confessou ter saudades de saber de mim através dele, mas nada mais. Hoje decidi reactivá-lo, depois de algum tempo de reflexão, porque sou eu que tenho saudades de saber de mim. Se puder com isso trazer mais alguma coisa, boa!
Agora, o que mais me apetece é recomeçar, trazer novos temas a debate, interessar-me pelo que anda por aí. A vossa ajuda ser-me-á muito grata. Fico à espera das vossas dicas!