sexta-feira, novembro 07, 2008

Tende a minha visão optimista a dar-me a tendência para achar que tudo na vida tem remédio. Todos merecem uma segunda oportunidade, uma terceira, ou as vezes que forem preciso. Tudo, por mais difícil que pareça, tem uma razão para acontecer. Às vezes acontece mesmo porque não podia deixar de ser assim. Tende a minha visão optimista em aceitar o que a vida me traz. Mesmo que tenha de ir atrás da vida, o que também a minha visão optimista me diz que assim é que nos tornamos mais pessoas. Tende a minha visão optimista a consciencializar-me do facto que aqueles que têm a vida facilitada, os milionários, os sortudos, os que têm cunhas, os que amam e são amados, os adeptos do Manchester U., na realidade não são felizes, porque lhes falta o sabor da conquista, o percurso até lá, a felicidade de conseguir algo que à partida parecia tão difícil. Diz-me a minha visão optimista que esses, como os suecos e os japoneses se matam novos porque não têm objectivos a atingir. Diz-me a minha visão optimista que saber esperar é uma virtude e que a minha impaciência tem de ser controlada para que me torne mais tolerante comigo e com os outros. Diz-me a minha visão optimista que por tudo isto, hoje devia sentir-me feliz.

Mas eu às vezes preciso de óculos.

quarta-feira, novembro 05, 2008



mercury rev, dia 29 de Novembro, aula magna

terça-feira, novembro 04, 2008

é como se tivesse a praia à frente e me prendessem, pedindo para esperar o momento certo.

sexta-feira, outubro 31, 2008

The Killers - Human

é um dos meus vícios de agora.

quarta-feira, outubro 29, 2008

Respiro fundo, na tentativa de acalmar a ansiedade.
Como se respirasse fundo fosse o remédio ideal, o único que me tira esta espécie de aperto. Respiro e travo a respiração, para que na aflição da falta de ar, me seja obrigatório agarrar-me à vida. Não sobrevevi. Acho que vivi. Vivi muito, muita coisa, revivi também, com saudade, com conforto, como uma sala aquecida e agradável, onde me sento para conversar com alguém que me conhece bem. Agora não me falta o ar. Agora sou eu que o suspendo, para ver o que acontece. Para ver se estou forte o suficiente. Se ganhei caixa de ar. Se seria capaz de fazer mais uma piscina debaixo de água, de boca aberta, ansiosa por oxigenar. Dá-me prazer o risco. Dá-me prazer desafiar-me e ser capaz de ir mais uma vez, para aperfeiçoar movimentos, para ganhar velocidade, para me tornar mais forte, para ficar mais bonita, para abrir o peito e... mais do que tudo, para atingir paz, porque canto dentro de água porque sei que sou capaz.
Por isso, aqui estou.
equipada.
pronta a mergulhar de cabeça.

sexta-feira, outubro 24, 2008



porque vou a Berlim, porque tenho um anjo que me guarda, porque ainda tenho o teu sabor, porque me lembro daquela avenida cinzenta e branca, porque vou e estou a voar

terça-feira, outubro 21, 2008

domingo, outubro 19, 2008

Deu-nos a natureza esta coisa que nos bate no peito e de onde acreditamos sairem todas as nossas emoções. As fortes que quase o faz saltar pela boca, as más com as quais quase desejamos que deixe de bater e as boas, pelas quais respiramos fundo, com o medo secreto que ele se engane e nos vá atraiçoar. Dizem uns, o que interesse é que bata. Mas que bata ritmado, acrescentam outros. Que bata ao sabor dos acontecimentos e das vontades. Que bata porque é sinal que vivemos as coisas, porque quando não as sentimos é que o caldo está entornado. Fica isto aqui tipo pedra e não há quem lá consiga entrar. Uns chamam-lhe cofre, há os que o têm aberto e os outros, mais fortes, que o têm fechado. Poetas falam de uma chave secreta com a qual o podem escancarar. Não há quem não o deseje. De par em par fica-nos este sorriso parvalhão na boca, as pupilas dilatam, as faces coram. Tudo por culpa dele que bate mais do que devia. Às vezes até as mãos ficam a transpirar e percorre-nos um frio pela espinha. Aí vem o que os de trás da secretária dizem aos que se deitam no sofá: 'está com uma crise de ansieade, tente não dar tanta importância às coisas'. Mas ele lá diferencia o que é de dar importância e o que não vale nada? Isso é coisa para o outro gajo lá de cima. Esse racional, frio e insensível. O outro, aquele que as mães dizem para nos guiarmos sempre, é impulsivo, emocional e emocionante. E dilata. Dizem que quanto mais o usamos, maior ele fica. Deve ser como outras coisas que eu cá sei, mas que no meio desta relexão filosófica fica mal dizer.

sábado, outubro 18, 2008

Baralha e volta a dar

Girl Talk - Feed the Animals -
isto é maravilhoso. tudo ao molho e fé em deus. A verdade é que isto dá discussão. Será esta ou não uma obra nova. Será considerado plágio? O que pode proteger o Girl Talk de um valente processo judicial de todos estes músicos e compositores envolvidos sem querer neste disco?
questões à parte, isto é muito bom!

quinta-feira, outubro 16, 2008

Band Of Horses - No One's Gonna Love You

Anything to make you smile
You are the ever-living ghost of what once was
I never want to hear you say
That you'd be better off
Or you liked it that way

But no one is ever gonna love you more than I do
No one's gonna love you more than I do

quarta-feira, outubro 15, 2008

Pensou que ia morrer. Não se lembrava de dor assim. Só queria que acabasse. Não conseguia suportar. Cerrava os punhos, mordia os lábios, batia na parede já de si gasta. Outras talvez tivessem ajudado ao desgaste. Ela queria dar-lhe o golpe final. Pediu ajuda. Ninguém ouvia. Gritou, chorou, ameaçou virar as costas. De que lhe valia. A dor continuava cada vez mais insuportável. Nada poderia valer esta angústia. Amor nenhum. Porque tinha de passar por este sofrimento? Alguém que trocasse com ela. Pensou nele. Quis desesperadamente que estivesse ali ao seu lado. Dividiria as queixas. Dividiria o sofrimento. Talvez lhe limpasse o suor da testa e a animasse dizendo que ia correr tudo bem. 'Quando é que isto acaba?' Não chegava ninguém. 'Mas porquê? Porque é que me tratam desta forma? Não percebem que não aguento mais?' Porque é que ele não vinha. Precisava apertar as mãos de alguém. Dizer que queria desistir. 'Tirem-me isto!' Viu-se a correr sem dores. Viu os amigos, a familia. Quis que ele se aproximasse e dissesse como era corajosa. Agarrou-se a esse desejo para um último fôlego. Ele ia aparecer, iam chorar juntos pela nova alegria que os unia. E no horizonte só via aquela parede amarelada e gasta. Abriu-se a porta, levaram-na em braços. As lágrimas pela cara. 'Ajudem-me!' E foi como se a força tivesse sido recuperada. A força, a coragem, a vida. E acabou a dor, chorou, chorou e riu ao mesmo tempo. Era lindo. Era seu. Era dos dois. Fechou os olhos, ele no seu regaço, aconchegado. Já nada os podia separar. Tinha valido a pena a dor. Foi compensada em vida.

segunda-feira, outubro 13, 2008

veio-se de medo, de solidão, de desencontro.
veio-se sem nome, sem que do outro lado estivesse um outro.
Veio-se.
e no fim fodeu-se!

domingo, outubro 12, 2008

sábado, outubro 11, 2008

anda lá!

Adriana Calcanhotto - Vambora

sexta-feira, outubro 10, 2008

pode ser ilusão
pode ser chato
pode ser imperfeito
pode ser monotono
pode ser triste
pode ser feio
pode não ser excitante
pode não ser novo
pode não ser surpresa
pode até não ser

mas eu quero tanto
que seja verdade
que seja divertido
que seja quase perfeito
que seja um dia de cada vez
que seja feliz
que seja bonito
que seja excitante
que seja novidade
que seja surpreendente
que seja. que seja!

Fantasia Final

eu já tinha saudades. Fica um aperitivo antes do novo álbum que chega naquele que vai ser o ano da minha vida.

quinta-feira, outubro 09, 2008

quarta-feira, outubro 08, 2008

O que será?

Porque é maior que eu
Porque é incondicional
na medida que não tem fim
Porque é uma nascente escondida
Porque sobra quando pensa que não tem mais nada
na medida que não tem fim
Porque me faz querer ser melhor
Porque me faz querer que sejas melhor
na medida que não tem fim
Porque fomos feitos para isto
Porque não sabemos o que fazer de nós
na medida que não tem fim
Porque queremos precisar
Porque nos faz corar
na medida em que não tem fim
e olhar por dentro
e sermos nós sem medo
de que haja um fim.

terça-feira, outubro 07, 2008

Construir uma casa

não te ama como eu amo

alguém sabe...

onde se pode conseguir alguém que conjugue o charme com a audácia, a coragem com o amor, o respeito com o humor, a originalidade com a inteligência... tudo em doses certas... alguém sabe?

Peço demais, bem sei. Mas não tenho balança em casa. Faço tudo a olho. às vezes saiem coisas saborosas, outras perfeitas merdas.

se encontrarem, sabem o meu contacto!

ah! troco tudo pela recuperação de uma boa dose de ingenuidade. Aceito desafios.

segunda-feira, outubro 06, 2008


Os Pontos Negros, dia 11 de Outubro, Music Box

mãe, estou apaixonada

mãe, apaixonei-me! Não sabia que podia sentir isto por alguém. sim, tu já me tinhas dito. Quando for, vais perceber. Não sei o que me vai na cabeça, não te sei explicar bem... mas deve ser mesmo assim, não é? só sei que não consigo pensar em mais nada senão estar com ele. Às vezes acho que é demais, porque mal consigo comer. Mas ando sobre núvens, não me apetece nada realmente terreno. Basta-me andar de mão dada na rua e sorrir para ser feliz. É esta paz que é estranha. Não me deixa sossegada mas ao mesmo tempo faz-me respirar fundo. Sim, sim. Tenho a certeza que sente o mesmo por mim. Ele está mais louco que eu. Diz que quer viver comigo. Decidimos casar. Oh mãe, sei lá! eu quero, tenho a certeza que quero. Já não consigo viver sem ele e se é assim, porque não? Tudo bate certo. Posso estar a ser ingénua, mas quero ser ingénua para o resto da vida. Estou apaixonada, porra! Nunca senti isto por ninguém, por isso é desta que me lanço para a frente. Não chores, vai tudo correr bem. Estou de peito aberto, não vês? Nada pode correr mal a esta altura do campeonato. Sim, ele é carinhoso. Trata-me como ninguém tratou. Vejo-lhe a alma nos olhos. Sei que não me mente. Saberia se fosse o contrário. Não, também não exageres. dar a vida por alguém é só nos filmes. Sei lá, acho que morria se me deixasse. Mas não! Vamos enfrentar o mundo juntos. Só me apetece viver e fazê-lo feliz. Estou tão feliz que só tenho é de retribuir, não achas? Oh, não chores! Já era tempo, não achas? Eu sei que é assim uma decisão repentina, mas só a iria tomar um dia se tivesse a certeza do que sinto. E não tenho dúvidas. Quero mesmo! E já pensaste? Olha lá, vais ver, vai correr tudo bem. Estou apaixonada.

sábado, outubro 04, 2008

ARTE DE ROUBAR

ele não gosta de favores, mas eu gosto do teaser. e temos de promover os nossos amigos. mesmo aqueles que reencontramos passados muitos anos.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Canções de Amor (já n sei o n.º)

Antony And The Johnsons - Fistful Of Love (Live)

sempre a sonhar, sempre a sonhar,
com aquele olhar, esse teu olhar.
sempre a desejar não sonhar
com esse queixar, esse pensar.

sempre a olhar, sempre a olhar,
para mais um perder.
só me permito morrer para reencontrar,
não o sonhar, mas o viver.

chama-me
ganha-me
mima-me
despe-me
ouve-me
abraça-me
olha-me
encontra-me
tolera-me
surpreende-me
ama-me

e fecha-me os olhos quando me beijas, põe-me a sonhar com o teu olhar, põe-me a gostar de pensar.

terça-feira, setembro 30, 2008

300900

já usei a data de hoje como uma das minhas senhas secretas para códigos de multibanco, chaves de malas e cofres.

Canções de Amor XIII

The Love Boat

domingo, setembro 28, 2008

quinta-feira, setembro 25, 2008

estou viciada

neste senhor: valter hugo mae
quando for grande quero ser como ele.

Músicas de Desamor IV

caetano veloso - odeio

Noah and the Whale

porque eu também gosto da 'Lula e a Baleia'

as minhas orelhas andam a escutar:

TV On the Radio: 'Dear Science'
Mixel Pixel: 'Let's Be Friends'
The Dresden Dolls: 'No, Virginia'
Of Montreal: 'Skeletal Lamping'
Mercury Rev: 'Snowflake Midnight'
Os Pontos Negros: 'Magnífico Material Inútil'
Jackson Five: 'Best of'
The Long Blondes: 'Couples'
Stereolab: 'Chemical Chords'
The Streets: 'Everything is Borrowed'
Calexico: 'Carried to Dust'
Noah and the Whale: 'Peaceful, The World Lays Me Down'

Grande coisa ser anão

quarta-feira, setembro 24, 2008



Cut Copy, no Lux, a 14 de Novembro

terça-feira, setembro 23, 2008

tinha saudade do que não viria a acontecer...

sábado, setembro 20, 2008

eles estão de volta em Novembro

THE KILLERS -- SHADOWPLAY

Então, isto é Adeus

Palavras? Leva-as o vento...

Resumia o seu desejo a intenções. ‘Quero fazer isto. Quero fazer aquilo.’ E passavam-se dias, passavam-se muitos dias, semanas, meses, anos mesmo, um, dois, três e não fazia nada. Aliás, fazia. Fazia o lamentar, o rastejar. Fazia ficar. Ficar quieto. Ficar calado. Ficar sozinho dentro de si. Ficar com outros, com outras. Ficar ali, não aqui. Ficar como se nada fosse. Como se nada quisesse. Como se nada interessasse. ‘Contigo é que não’. Porquê? ‘Pois não sei.’ E não saber era ficar ainda mais para lá. Não aqui. Era passar, despercebido melhor. Parecido com aquilo que foi. Ou era só uma ideia. Já não era aquilo que nuca foi. E foi. Foi e nunca mais voltou. Foi para si próprio. Para não se dar. Para não se confrontar. Para não ter de passar cartão. Para não ter medo. Para não ser muito mais do que ir. Foi.

quinta-feira, setembro 18, 2008

TV On the Radio - Golden Age

agora já há video. estou fã!


Roisin Murphy, dia 30 de Outubro, no Coliseu

terça-feira, setembro 16, 2008


o melhor do barcelona-sporting foi mesmo as imagens do banco da equipa catalã. Com treinadores assim até os treinos ia ver. Dá para fazer trocas?

Músicas de Desamor III

Stevie Wonder-If You Really Love Me

Não é que não o amasse mais. Sabia, melhor que ninguém, que o ia amar sempre, com uma intensidade que até há pouco tempo duvidara. Era mais a certeza de que podia amar outra vez, outras pessoas, amar diferente, não sabia se menos se mais, mas para ser amor não precisava de ser medido. 'Mãe, de quem é que gostas mais?' Desde aquela altura soube que amor era todo o sentimento bom e reparador, tudo aquilo que a fazia dar, tudo o que lhe tirava um sorriso espontâneo, tudo o que a tornara incondicional. Experimentou libertar-se daquele outro sentimento atrofiante. Experimentou deixar de desejar diferente. Quis parar de ansiar por algo que teimosamente não tinha mais vontade de ser. Sabia que podia. Sentiu-se mais senhora de si. Poderia voltar a encher-se de querer. Querer experimentar cada dia, cada estímulo, cada vontade. Quis ser dona dos seus passos. Não ser para agradar. Não ser para ir ao encontro de algo ou de alguém. Não é que o tivesse deixado de amar. Só olhava para esse amor de maneira diferente. Vivia-o de maneira diferente. Vivia!

domingo, setembro 14, 2008

ladytron, dia 4 de Novembro, no LUX


NO AGE, dia 23 de Outubro, na ZDB

quinta-feira, setembro 11, 2008

New York I Love You

achei que hoje era o dia indicado para postar este video.
PS: quero ir a NY em 2009 (isto é já para ir apontando os desejos quando estiver a comer as passas)

terça-feira, setembro 09, 2008

Canções de amor e desamor

The Smiths - There is a light that never goes out

saboreia em vez de ansiar.

segunda-feira, setembro 08, 2008

TV On The Radio - Golden Age

chegou até mim e promete ser uma das minhas companhias preferidas. E entranhar-se a cada escuta.

sexta-feira, setembro 05, 2008

quarta-feira, setembro 03, 2008

Trabalhos de grupo

Neste Verão, entre muitas e boas coisas, apareceu um desafio de juntar amigos de há 20 anos atrás, antigos colegas da secundária. Entre trocas de e-mails e a descoberta dos contactos perdidos, fui descobrir umas fotografias da altura e veio a nostalgia. Aquela era a época das calças rasgadas e o preto era a nossa cor de eleição. Íamos às festas da 2, até à meia noite, porque a cinderela virava abóbora. Era a época dos beijos atrás do pavilhão e da cerveja até enjoar, do arranja aí uns trocos para um gelado e os pactos de sangue. Era a altura do Boys don't cry e do April Skies, em que trocavamos cassetes e iamos ver filmes de video para casa uns dos outros. E tinhamos aindaa vida toda em aberto. Estes foram o meu melhor tempo de escola. Até estou ansiosa...

terça-feira, setembro 02, 2008

Canções de Amor IV

Life On Mars- Seu Jorge

mergulhou. deu um mergulho de cabeça assim que apareceu o primeiro raio de sol. Foi de coragem, de ousadia, de peito aberto. mergulhou, sentiu prazer nas ondas a passar-lhe por cima. E ficou fora de pé. Sabia que estava a nadar fora de pé, mas continuou a ter prazer nisso. De vez em quando vinha o receio de não conseguir voltar para a areia. Mas continuou, com prazer, de sorriso nos lábios. Fechou os olhos e adormeceu.

Músicas de Desamor I

soft cell - tainted love

domingo, agosto 31, 2008

Que Medo é esse que impede a entrega?

sábado, agosto 30, 2008

Canções de Amor III

Chico Buarque - O Meu Amor

num balanço do Verão, agora que estou prestes a regressar ao labor e já sem perspectiva de férias a médio prazo, revejo alguns dos melhores momentos que passei. Os paraísos onde me banhei, as pessoas novas que passaram a fazer parte da minhe vida, os dias de sol e praia, os Ms a tempo inteiro, o barco, o planetário, os alfarrabistas, o gosto pela leitura, o gosto pela escrita, a feira da ladra, as conversas até ao nascer do sol, um sorriso perfeito, as gargalhadas, as lágrimas, o jogo do lince, um vestido novo, o medo, muito medo de estar doente e de que tudo mudasse num instante, o perceber que sou feliz, o querer conhecer mais, o querer que se cheguem mais perto, um sentimento revigorante, o querer começar não sei bem o quê, mas quero! Mas quero saborear tudo até lá... Tenho mais pontos de fuga quando o disco rígido teima em crakar.

Canções de Amor II

Final Fantasy - This Is The Dream Of Win And Regine

sexta-feira, agosto 29, 2008

Canções de Amor I

David Bowie - Absolute Beginners

gosto da tua LUZ

'Não tenhas medo.' Parece que o conselho a acompanhou sempre. Como se o grilo falante tivesse deixado o boneco de pau na barriga da baleia e se tivesse instalado na sua cabeça. 'Não tenhas medo.' Mas ela tinha, tinha muitas vezes medo. Medo de não ser capaz, medo de falhar, medo de sofrer, medo de fazer sofrer, medo de ser ela própria, medo que a vida passe e não desse por ela, medo de perder os que mais ama, medo, medo, medo.

Então, revistia-se de coragem e atirava-se para a frente, desafiando o medo, ludribiando aquele sentimento atrofiante. Quantas vezes fez o grilo bater palmas de contentamento. às vezes de raiva, às vezes conscientemente, às vezes testando os próprios limites, o medo começou a fazer parte do primeiro impulso. Começou a usá-lo como aliado.

Falha porque experimenta.
Sofre porque ama.
Faz sofrer porque falha.
Mas vive.

domingo, agosto 24, 2008

vestiu-se de luto, baixou os olhos sempre que ele os procurava, não lhe deu oportunidade. Era inconcebível abrir-lhe a porta de casa, sentá-lo no lugar mais confortável e deixar-se estar. Não que não quisesse. Apenas não conseguia. Não podia. E se gostasse? Tás parva? Mas e se gostares, gostas! Tens de querer viver, não te feches mais em casa, sai, dá-te a conhecer. Vais ver que te vais sentir melhor. Não dizia que as palavras não lhe batiam. O certo é que pouco sentia. De vez em quando dava-lhe ganas de sentir... mas era sol de pouca dura. Juro, juro que desta vez vou me forçar a isso, quem sabe?, dizia para calar as amigas que não desistiam de querer arranjar-lhe alguém. Boa, fazes bem. Tu mereces ser feliz. Oh, a felicidade, ria-se. Isso lá existe? Vai existindo. Eu sou feliz, não penses. Não é por não ter homem que não sou feliz. A sério que sim! Eles iam e vinham. Baixos, altos, mais velhos, mais novos, bonitos, menos bonitos, jeitosos, nem por isso, carinhosos, absolutamente idiotas. Uma coisa em comum. Era tudo tão fugaz.A sério que se tentava convencer das palavras que lhe saiam da boca. O problema era quando se sentia sozinha e sem forças para reagir. Não procurava quem queria, não estava disponível para quem a procurava. Dramatizava. Chorava. Mentia-se. Voltava lá já só para se suicidar. São desencontros. Vais vivê-los atá ao resto da tua vida. É sempre assim, acontece com toda a gente. é sinal que estás lá. Sabia lá ela onde é que estava. Começou a aliviar o luto. Começou a procurar os olhares e a não se esquivar de algum mais incisivo. Provocava. Procurava. Dava a entender. E quando se sentia mais confortável já não se sentia culpada de gostar. Ainda é fugaz esse estado. Deixa, voltavam a dizer-lhe, o que interessa é que não te entregues. Não! Eu lá sou mulher de me entregar? Hoje vou pôr um vestido. E mesmo que não me digam, vou sentir-me bonita. E pessoa. e Mulher. E sentiu-se.

quinta-feira, agosto 21, 2008

Quando ele chegar...

...quero estar leve. Quero que me sinta tranquila e segura de mim. Quero-me sentir mais bonita que nunca.
Quando ele chegar, quero ficar a descobri-lo pela noite fora, sem o peso do cansaço, sem pensar no que se vai seguir.
Quero me enebriar no toques, sentir a intimidade a crescer e deixar-me levar a seguir.
Quando ele chegar quero sorrir sem receio.
Vem,vem, não demores tanto.

Quando ele partir, quero que seja só por momentos.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Compro...

...livros d'Os Cinco.






*Porque a minha mãe teve de aliviar a arrecadação dela.

sábado, agosto 16, 2008

Os Pontos Negros

interrompemos aqui a emissão para dedicar este vídeo à Madonna de Alfragide.
O som não é lá grande espingarda mas mesmo assim vale a pena.

sexta-feira, agosto 15, 2008

è nos silêncios entre as conversas que sentimos que estamos ou não a viver momentos especiais. Há noites que podem tornar-se memoráveis.

quinta-feira, agosto 14, 2008

'Sei que sou invisível e mesmo assim finges que me vês'

segunda-feira, julho 28, 2008

quinta-feira, julho 24, 2008

Como matar um anão de ansiedade



* obrigada à mana M.
eis a prova que uma imagem diz mais que muitas palavras.

quarta-feira, julho 23, 2008

Preso às palavras...

ESTE BLOG VAI ENTRAR EM BAIXA PSIQUIÁTRICA!

terça-feira, julho 22, 2008

Franz Ferdinand - The Dark Of The Matinee (Live)

falta tão pouco.
parece que foi há tão pouco tempo e vai-se a ver a minha vida deu uma volta de 360º. Mas o essencial daquela noite memorável, no mesmo local, mantem-se aqui, muito, muito vivo.

segunda-feira, julho 21, 2008

Sem você

A noite de sábado foi cheia de ofertas. Esta foi uma das que perdi, com muita pena minha.

sábado, julho 19, 2008

Sinto-me como se tivesse de ressaca. Aquela languidez que surge depois do êxtase, da euforia, da vida que escolhi. Dou por mim à procura de sentimentos, a ir de encontro às pessoas esperando que sejam elas a abanarem-me e a permitirem que recupere a crença da cumplicidade e do prazer de estar. Muitas vezes respiro fundo e doi-me alguma coisa cá dentro. Raramente dou importância. Digo que amadureci, que já não doi como antes, não lhe dou valor, distraio a atenção e adormeço sobre isso, essa espécie de pontada constante. É isso! Adormeço sobre isso, vivo sobre isso, olho para o outro lado e tento não me afligir muito com esse lado dormente. Às vezes tenho raiva de, em tempos, ter sido ingénua. Outras, muitas vezes, queria voltar a recuperar essa ingenuidade. A mesma que invalidava o desconsolo, o desânimo, o mau agoiro. A mesma que me fazia dizer que ninguém fazia mal de propósito, que não me levava a fazer sexo sem amor. Amor, ou lá o que é isso. Umas vezes acho que não sinto nada, outras é esta turbilhão de sentimentos que me confunde os pensamentos. As palavras saiem assim sem nexo. Não há ordem. Quis deixar de me anular e dou comigo a experimentar por experimentar. Quanto mais sabemos de nós mais riscos corremos de nos ferirmos. Mas também mais aptos estamos a que não nos façam mal. Estaremos?

sexta-feira, julho 18, 2008

Falta 1 dia.

quinta-feira, julho 17, 2008

A minha porta está fechada a 7 chaves.
Não basta ter só uma delas para a abrir.
É inútil iludir-me com essa possibilidade, porque o trinco só abre para quem ousar ir até ao fim!

terça-feira, julho 15, 2008

segunda-feira, julho 14, 2008

quarta-feira, julho 09, 2008

ainda existem paraísos. por dentro e por fora!

sexta-feira, julho 04, 2008

não vou ensinar o teu namorado a dançar contigo

quanto muito ensino-o a dançar comigo...

E quero chapinhar na água, fazer sestas, ler tudo o que tenho em atraso, falar com amigos, fazer festas, andar de chinelos, ver o pôr do sol na praia (se não for obrigada a ver o nascer), fumar à conversa, ver as estrelas e... ter saudades.

segunda-feira, junho 30, 2008

é impressão minha ou...

Os homens têm medo das mulheres!

sábado, junho 28, 2008

sexta-feira, junho 27, 2008

Conto de Fadas de Sintra a Lisboa

Sábado, a romaria faz-se até à Caixa Económica Operária, onde para além dos Pontos Negros do Balokov e companhia, também actuam os Vicious Five do Segadães e amigos. promete, muito.

quinta-feira, junho 26, 2008

terça-feira, junho 24, 2008

Porque é que custa tanto às pessoas decidirem o que querem?

Magnetic Fields - Let's Pretend We're Bunny Rabbits

parece que o mundo é de desencontros. Não posso ver os Magnetic Fields em lisboa, nem em barcelona. Mas para celebrar peguei no meu sagrado 69 love songs e tenho-o a tocar em loop. lembrei-me da primeira vez que o ouvi. ainda fazia a marginal, ainda passeava de mão dada, ainda brincava aos coelhinhos. o concerto do ccb é um dos que guardo na memória. este distortion não é dos meus preferidos, mas não fossem razões de força maior, não perdia este concerto.

já me cheira a férias... e cheira-me bem.

domingo, junho 22, 2008

divino

chama por mim... que eu vou.

terça-feira, junho 17, 2008

Gosto de surpresas. gosto de surpresas boas. gosto de ser surpreendida. gosto que me desafiem. gosto de me desafiar. gosto de me surpreender. gosto de ser surpreendente. gosto de causar surpresa. gosto de causar embaraço. gosto de corar. gosto de fazer corar. gosto de te ter por perto. gosto de mesmo longe sentir que estás perto. gosto de avançar. não gosto de me sentir parada. não gosto de não saber que estou parada. gosto de escutar. gosto que me queiram ouvir. gosto de me pôr na pele do outro. não gosto da facilidade. não gosto dos compromissos. Não gosto de estar por que tem de ser. gosto de fazer rir. gosto muito de me rir. gosto de brincar com as palavras. gosto de passar o tempo a dizer parvoices. gosto de viajar sozinha. gosto de viajar contigo. Gosto de fazer planos. Gosto de fazer o certo no concluido. gosto de ir à praia. gosto de sentir a brisa num dia quente. gosto de rever a vida. gosto de ter saudade. gosto que me incentivem. gosto de provocar. não gosto da injustiça. não gosto do vazio. não gosto da sensação de não saber o que se passa. Gosto quando te mostras. Não gosto do Benfica. gosto de batatas fritas. não gosto de gomas. Gosto de festejar. Não gosto de falhar. Gosto de estar sozinha. Não gosto da solidão. Gosto de caracois. Gosto de descobrir novas pessoas. Gosto que contem comigo. Gosto que me convidem para jantar. Gosto de receber prendas. Não gosto dos Dias de qualquer coisa. Gosto de chorar. Não gosto de desesperar. gosto de dar experiências. Não gosto de histerias. Gosto de carinho. Não gosto de lamechices. gosto de ti.

terça-feira, junho 10, 2008

eu sinto-o todo!

amanhã, não há só novo jogo da selecção! Há vida para lá da Suíça e do marquês de Pombal...

segunda-feira, junho 09, 2008

o ópio do povo



de repente Portugal saiu da crise. Os trolhas das obras do prédio em frente, enquanto dão ao pedal gritam a plenos pulmões: "olha o joão moutinho, lá rá lá lá lá, olha o joão moutinho, lá lá lá rá lá". O pessoal já põe gasolina a olhar para as manchetes dos desportivos, e é só ver as bandeiras a esvoaçar na janela. E isto é à primeira vitória. Ainda por cima o sol veio paraficar, os santos vão ajudar... é uma alegria.

domingo, junho 08, 2008



a noite amanhã é de febra assada na grelha e Liars no Santiago Alquimista

quinta-feira, junho 05, 2008

Pork and Beans

Que dia de cão.
só me apetece dar um calduço a alguém.

segunda-feira, junho 02, 2008